Varanda da Sinhá da Camiranga
 


Esperança

ESPERANÇA

Meu nome é Sinhá Clementina, mas eu queria era me chamar Esperança. Premeiro causo de que é um nome bunito. E segundamente causo de que, desquieu era criança pequena, lá nos cafundós donde sai antes de chegar na Camiranga, escuito falá que a Esperança é a última que morre. E de uns dias pra cá voltei a achar que deve de ser bom ser a última a morrer.

Di modos que pra homenagear a esperança, que das veiz me abandona, mas nunca morre e sempre -- mais cedo ou mais tarde -- volta pra minha varanda, vou repartir aqui c'ocêis  parte de um poeminha de uma mocinha muito da talentosa chamada Emily Dickinson. A pobrezim já partiu pro além do aquém lá nos antigamente. Línguas de Matildes dizem que partiu virgem, a pobre, ô dó que me deu delazim. Mas apesar dessa triste sina Emilizim sabia fazer versinhos mimosos, vale a pena conhecer. Minha vizinha, Sirvinha, traduziu pr'aqueles que num entende essas língua enrolada de gringo. E deu uma ajeitada nos verso pa mode de rimá, mas garantiu pra Sinhá que a idéia foi preservada, inguar pepino que vira picles. Tomara que ocês goste.

 

Hope is the thing with feathers
That perches in the soul
And sings the tune without the words,
And never stops at all.

A esperança é aquela coisa delicada
Que sem nunca cessar
canta uma canção sem palavras
pousada dentro da alma!
 
Beijim da Sinhá


 



 Escrito por Sinha Clementina às 16h54
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